Glossário


Adesão à Lei e à Promessa – elemento do Método Escoteiro que é um convite pessoal a cada membro juvenil e adulto que faça sua Promessa Escoteira e, desta maneira, se comprometa livremente diante de seu grupo de amigos, a ser fiel à palavra dada e fazer o seu melhor possível para viver de acordo com a Lei Escoteira.

Adolescência – período ou etapa da vida do homem e da mulher em que se produz o amadurecimento sexual e social. Em termos gerais, se inicia com as mudanças biológicas da puberdade e termina com a entrada no mundo dos adultos.

Aprendizagem pela ação – elemento do Método Escoteiro que se refere à educação ativa e em virtude da qual se pretende que os jovens aprendam por si mesmos, por meio da observação, do descobrimento, da elaboração, da inovação e da experimentação.

Áreas de desenvolvimento – dimensões da personalidade que, em conjunto, compreendem a totalidade das expressões do ser humano e que, para efeitos didáticos, a proposta educativa do Movimento Escoteiro expressa separadamente. As áreas de desenvolvimento são: físico, intelectual, social, afetivo, espiritual e do caráter.

Assembleia de Grupo – organismo máximo de tomada de decisões no Grupo Escoteiro. Dela participam todos os escotistas e dirigentes do Grupo, pais ou responsáveis e demais sócios do Grupo. Se reúne ordinariamente pelo menos uma vez ao ano e, entre suas tarefas, estão eleger a Diretoria do Grupo e avaliar os resultados.

Assembleia de Tropa – um dos três componentes da estrutura das Seções do Ramo Escoteiro e Sênior, junto com a Corte de Honra e a equipe de escotistas. Determina as normas de convivência, decide as atividades de Tropa e é integrada por todos os seus membros.

Assessor Pessoal de Formação – escotista ou dirigente que acompanha e apoia outro adulto durante um período de seu processo de formação. Suas características são: atuar na mesma estrutura em que atua aquele a quem assessora ou na mais próxima possível; ter maior conhecimento e vivência do Movimento Escoteiro, estar na mesma linha daquele a quem assessora, ter um nível cultural apropriado ao daquele a quem apoia; ter na vida uma posição de maior experiência e maturidade; e estar qualificado pela UEB para desempenhar esta função.

Assistência Religiosa - disponibilização de pessoas qualificadas para dar suporte ao desenvolvimento espiritual dos membros juvenis, de acordo com os preceitos de uma religião específica, conforme os interesses de cada Unidade Escoteira Local.

Assistente de Seção – adulto ou jovem maior de idade, membro da equipe de escotistas de uma Seção, que colabora no desenvolvimento das atividades, anima a participação dos membros juvenis, contribui para o acompanhamento de sua progressão pessoal e participa das tarefas educativas e de gestão a cargo dos escotistas.

Atividades Educativas – são todas aquelas ações que os jovens realizam, dentro e fora do Movimento Escoteiro, e que lhe permitem viver experiências pessoais que contribuam para incorporar competências baseadas na propostas dos objetivos educativos.

Atividades Internacionais - atividades promovidas pela Organização Mundial do Movimento Escoteiro ou por alguma Organização Nacional, destinada aos membros do Movimento Escoteiro, que valoriza a fraternidade escoteira mundial. As mais destacadas atividades internacionais são o Jamboree Escoteiro Mundial, o Rover Moot e a Conferência Escoteira Mundial. POR · Princípios, Organização e Regras GLOSSÁRIO 173

Autoavaliação – ação que consiste em avaliar o próprio trabalho, obras e atividades realizadas, em si mesmos ou pelos resultados alcançados. A autoavaliação pressupõe a capacidade de diagnosticar as próprias possibilidades de alcançar os objetivos propostos e a participação nos processos de aprendizagem que permitem alcançá-los.

Autonomia – a autonomia é um dos propósitos da educação e se refere à capacidade do ser humano de se autogovernar, de ser dono de si mesmo, determinando sua própria conduta.

Avaliação – atividade sistemática e contínua, cuja função principal é reunir informação sobre o processo educativo, ajudando a melhorar este processo e elevar a qualidade de aprendizagem de crianças e jovens. Pode se referir ao jovem (avaliação da progressão pessoal); ao instrumento (avaliação das atividades); ou ao escotista (avaliação do desempenho).

Avaliação da atividade – observação do desenvolvimento e dos resultados de uma atividade para saber se é possível melhorar sua execução ou se foram alcançados os objetivos fixados antes de sua realização.

Avaliação da progressão pessoal – processo sistemático e contínuo que reúne e acumula informação, permitindo melhorar a participação do jovem, elevar o nível de conquista de competências e determinar o grau de identificação ou discrepância existente entre sua conduta e o que se propôs alcançar.

Brasão de Grupo – distintivo que simboliza a denominação de uma Unidade Escoteira Local, usado no lenço escoteiro.

Canto de patrulha – é o espaço ou local, idealmente exclusivo, que uma patrulha ocupa para realizar suas reuniões e guardar seus pertences. É um de seus símbolos principais de identidade e surge como manifestação básica da necessidade de conquista de territórios, peculiar nesta idade. Carta Pioneira - documento, elaborado e aprovado pelo próprio Clã, que define questões de identidade e estrutura, estabelece as normas de relacionamento e as regras de gestão administrativa.

Cerimônia de Integração – cerimônia em que se reconhece formalmente o ingresso de um membro do Movimento Escoteiro na Unidade Escoteira Local, onde é entregue o lenço, símbolo de sua adesão à organização.

Cerimônia de Partida - cerimônia que marca o momento em que um jovem deixa o Clã Pioneiro, e demonstra estar preparado para seguir de forma madura o seu caminho para a vida adulta. Nesta cerimônia, de acordo com as tradições de cada Clã, entrega-se ao jovem o Símbolo de Partida, a ser usado por toda a sua vida.

Chefe de Seção – membro da equipe de escotistas de uma Seção que, além de dividir tarefas com os Assistentes, coordena a equipe de escotistas.

Ciclo de programa – período (de duração variada, conforme o Ramo) durante o qual se diagnostica o avanço da Seção e são selecionadas, organizadas, desenvolvidas e avaliadas as atividades, ao mesmo tempo em que se avalia e reconhece o desenvolvimento pessoal dos membros juvenis. Coeducação - sistema em que o processo educativo é aplicado com a participação de membros juvenis de ambos os sexos, compartilhando atividades, normas, decisões e tarefas. Comissão Administrativa do Clã (COMAD) - órgão de direção do Clã, com composição, funções e mandato definidos na Carta Pioneira, responsável pelos assuntos de administração, finanças, disciplina e programação do Clã.

Competência – conjunto formado pelo conhecimento (saber), habilidade (saber fazer) e atitude (saber ser) sobre um determinado tema, e que contribui para o desenvolvimento integral dos membros juvenis.

Compromisso Sênior - documento preparado pelo membro juvenil do Ramo Sênior, que o apresenta em uma cerimônia própria, como uma evolução da compreensão da Promessa e uma proposta de objetivos para o futuro.

Conselho de Clã - é o órgão deliberativo do Clã, formado por todos os jovens, os quais intervêm individualmente, e que estabelece normas, fixa a visão e os objetivos, e decide atividades e projetos do Clã. É convocado de acordo com a Carta Pioneira.

Conselho de Pais - O Conselho de Pais de cada Seção é o órgão de apoio familiar à educação escoteira, e se reúne periodicamente, pelo menos a cada semestre, para conhecer o relatório das atividades passadas, aportar apoio às atividades e debater quaisquer assuntos de interesse da Seção.

Conselho de Patrulha – organismo máximo de tomada de decisões nas patrulhas do Ramo Escoteiro e Sênior, e sua única estrutura formal. Do Conselho de Patrulha participam todos os seus membros, sob a presidência do Monitor. Deve abordar assuntos relevantes como decidir as atividades de patrulha, determinar as atividades de Tropa que a patrulha irá propor à Assembleia, avaliar as atividades, conhecer a autoavaliação da progressão pessoal de seus membros e contribuir para ela, eleger o Monitor e o Submonitor e indicar os demais cargos na patrulha.

Corte de Honra – um dos três componentes da estrutura das Tropas nos Ramos Escoteiro e Sênior, junto com a Assembleia de Tropa e a equipe de escotistas. Da Corte de Honra participam os Monitores e, se for o caso, os Submonitores. A Corte de Honra se reúne pelo menos uma vez por mês com a equipe de escotistas da Tropa, que a assessora e orienta educativamente. A Corte de Honra tem uma dupla função: é o órgão de governo, encarregado das operações, e uma instância de aprendizagem para seus membros. Desenvolvimento – evolução de uma pessoa e de suas funções e capacidades em direção à condutas de melhor qualidade ou consideradas superiores. Se diferencia de crescimento porquanto o desenvolvimento pressupõe um processo de construção e não somente algo dado, que está ligado ao crescimento físico, mas também agrega componentes qualitativos.

Desenvolvimento Afetivo – uma das áreas de desenvolvimento definidas no sistema educativo escoteiro, direcionada ao desenvolvimento da capacidade de obter e manter um estado interior de liberdade, equilíbrio e maturidade emocional, integrando a vida afetiva ao comportamento.

Desenvolvimento do Caráter – uma das áreas de desenvolvimento definidas no sistema educativo escoteiro, que se refere à disposição permanente de vontade da pessoa para organizar seus impulsos e forças, de acordo com um princípio regulador de natureza ética, conferindo assim ao seu comportamento um perfil pessoal determinado. Desenvolvimento Espiritual - uma das áreas de desenvolvimento definidas no sistema educativo escoteiro, que se refere a compreensão de que o ser humano é dotado de espírito, expresso nos relacionamentos com uma entidade criadora.

Desenvolvimento Físico – uma das áreas de desenvolvimento definidas no sistema educativo escoteiro, que se refere à responsabilidade pessoal no crescimento e funcionamento do próprio corpo.
Desenvolvimento Intelectual – uma das áreas de desenvolvimento do sistema educativo escoteiro que se refere à capacidade de pensar, inovar e utilizar a informação de maneira original e relevante.

Desenvolvimento Social – uma das áreas de desenvolvimento do sistema educativo escoteiro, que se refere à relação das pessoas com a sociedade, com ênfase particular no aprendizagem da liberdade e na prática da solidariedade.

Diagnóstico da Seção – fase do ciclo de programa que interliga um ciclo ao seguinte; sua função é analisar os resultados obtidos no ciclo de programa que termina.

Diretoria de Grupo – órgão eleito pela Assembleia de Grupo, responsável, entre outras atribuições, pela gestão administrativa, financeira e coordenação dos trabalhos de todas as Seções do Grupo Escoteiro e apoio ao desempenho dos escotistas.

Distintivo de atividade – distintivo que indica a participação do jovem em um evento específico. É usado no uniforme ou vestuário escoteiro por um tempo determinado.

Ênfase educativa – indicação da principal necessidade dos membros juvenis, em cada Ramo, para o seu desenvolvimento integral e harmônico, em direção ao propósito do escotismo.

Equipe de escotistas – grupo de escotistas que assumem as distintas tarefas que correspondem ao educador adulto em uma Seção, tais como a observância da missão, a administração da visão, motivação e acompanhamento do processo de desenvolvimento dos jovens.

Escotista – adulto ou jovem maior de idade, que oferece sua contribuição educativo no trabalho direto com os membros juvenis, no papel de irmão mais velho, e que se caracteriza por sua retidão pessoal, sua maturidade emocional, sua integração social e sua capacidade de agir assertivamente e saber trabalhar em equipe com outras pessoas.

Especialidades – atividades complementares, individuais e voluntárias que os membros juvenis desenvolvem de forma paralela ao calendário de atividades da Seção, com objetivo fomentar a aquisição e o exercício em torno de um tema específico, estimular o desenvolvimento de suas aptidões naturais, motivar a exploração de novos interesses, melhorar sua autoestima e contribuir para que prestem um serviço mais qualificado.

Estatuto da UEB - é a carta magna da União dos Escoteiros do Brasil, estabelecendo e regrando o funcionamento da instituição, em todos os seus níveis.

Etapas de progressão – etapas que reconhecem o progresso no desenvolvimento de um jovem, avaliado pela conquista de competências. Para cada Ramo existe um sistema de progressão específico.

Faixas etárias – são períodos de idade estabelecidos para efeitos metodológicos, compreendidos em um ciclo de desenvolvimento. Para cada uma destas faixas etárias se estabelecem objetivos educativos, que se apresentam como competências a conquistar.

Fases de desenvolvimento – períodos de idade determinados pelas características evolutivas de crianças e jovens e que dão origem aos Ramos do Movimento Escoteiro.

Ficha individual – documento que contém informações pessoais relativas a cada pessoa que faz parte do Movimento Escoteiro, e na qual se incluem dados de identificação individual e familiar, histórico escoteiro e informações sobre saúde.

Fraternidade Escoteira Mundial - com base na Lei Escoteira e na proposta do Fundador Baden-Powell, os membros do Movimento Escoteiro, em todo o mundo, se reconhecem como irmãos, sem nenhum tipo de barreira. A adesão à Fraternidade Mundial é simbolizada na Cerimônia de Promessa e no uso do emblema da Organização Mundial do Movimento Escoteiro.

Fundamentos - conjunto de conceitos que caracterizam o que é o Movimento Escoteiro, formado por “Definição”, “Propósito”, “Princípios” e “Método Escoteiro”. Os Fundamentos, apesar de admitirem redações distintas por questões de língua, são os mesmos em todo o mundo.

Guia – publicação destinada aos membros juvenis, que complementa a animação do programa oferecido nas Seções, e que facilita o acompanhamento e avaliação de sua progressão pessoal. Existem Guias específicos para cada Ramo.

Insígnia de Madeira - colar de couro com duas contas, instituído pelo Fundador Baden-Powell e usando em todo o mundo, que simboliza a conclusão do nível avançado de formação.

Instituição patrocinadora – entidade que se responsabiliza pela a criação de uma Unidade Escoteira Local, apoia gestão educativa de distintas formas, e lhe proporciona recursos para funcionar.

Investidura Pioneira - é uma cerimônia em que o jovem assume uma nova posição em sua vida, investe-se da condição de cidadão, autor e ator de sua história. É um momento pessoal de análise, reflexão e decisão de firmar uma proposta para o futuro, como indivíduo e como membro de uma sociedade.

Lei Escoteira – instrumento educativo por meio do qual se expressam de maneira compreensível, para os jovens, os valores do projeto educativo escoteiro, que podem ser entendidos e vividos em sua idade. Os jovens aderem à Lei por meio de sua Promessa.

Lema – frase que resume e relembra a Promessa. O lema dos lobinhos e lobinhas é “Melhor Possível”; dos escoteiros e escoteiras, seniores e guias, é “Sempre Alerta”; dos pioneiros e pioneiras é “Servir”; e dos escotistas e dirigentes é “Sempre Alerta”.

Lenço de Gilwell - lenço adotado em todo o mundo, usado pelos possuidores da Insígnia de Madeira, conjuntamente com o colar, identificando que faz parte do “Io Grupo de Gilwell”, que é uma expressão simbólica que remete ao Fundador Baden-Powell.

Livro de Patrulha – é o livro no qual se registram todos os acontecimento importantes da vida da patrulha e de seus integrantes. É um documento histórico que se guarda em um lugar especial, onde se anotam atividades, fotos, cerimônias e outros momentos especiais.

Marco simbólico – recurso metodológico de caráter simbólico representado, em cada Ramo, uma resposta aos interesses próprios dos membros juvenis e, também, um apoio para atender à ênfase educativa. Na prática educativa, se manifesta na evocação contínua e na transferência simbólica dos exemplos oferecidos pelos por personagens, protagonistas ou ações que servem como referência.

Matilha - unidade operacional de uma Seção do Ramo Lobinho (Alcateia), de maneira a facilitar a organização e atividades. Diferente da Patrulha (Ramos Escoteiro e Sênior), a Matilha sofre mudanças periódicas e não tem autossuficiência.

Maturidade – a expressão se relaciona com um padrão do processo de desenvolvimento, sendo comumente empregada como um estado final de plenitude e suficiência da pessoa. Aplica-se tanto à totalidade da pessoa, quando se fala de personalidade madura, como a algumas de suas dimensões, como a maturidade social, ou funções e destrezas, como a maturidade leitora.

Medidas disciplinares - são medidas que, seguindo os parâmetros da organização, podem ser aplicadas aos associados, como contraposição à atitudes e ações que contrariem os princípios escoteiros, a moral ou a legislação institucionalizada.

Método Escoteiro – sistema de autoeducação progressiva, baseado na interação de vários elementos, dentre os quais se destacam como essenciais a adesão à Lei e à Promessa, aprendizagem pela ação, o sistema de equipes, um sistema de atividades atraentes aos jovens, e a presença estimulante do adulto no acompanhamento do desenvolvimento dos membros juvenis.

Missão do Escotismo – Por meio de um sistema de valores baseado em princípios espirituais, sociais e pessoais, expressados na Lei e na Promessa, a missão do Escotismo é contribuir para a educação dos jovens para que participem da construção de um mundo melhor, no qual as pessoas se desenvolvam plenamente e desempenhem um papel construtivo na sociedade. Isto é alcançado aplicando-se o método escoteiro, que converte o jovem no principal agente de seu desenvolvimento, para que chegue a ser uma pessoa autônoma, responsável, solidária e comprometida.

Modalidades - inclinação do programa educativo, nos Ramos Escoteiro e Sênior, promovendo atividades de marinharia (Modalidade do Mar) e aeronáutica (Modalidade do Ar), adicionalmente às atividades que constituem a Modalidade Básica.

Módulo de formação – atividade de capacitação que oferece aos escotistas e dirigentes a oportunidade de personalizar a formação oferecida no sistema de cursos sequenciais. Permite que o adulto adquira uma determinada competência, para que possa aprimorar o desempenho na função que executa.

Monitor – jovem, eleito diretamente por seus companheiros de patrulha, nos Ramos Escoteiro e Sênior, que tem como tarefa primordial coordenar o trabalho da patrulha.

Objetivos educativos – de um modo geral, são conhecimentos, atitudes e habilidades que o processo de formação trata de fazer com que sejam alcançados pelo sujeito como educando. São formados por uma sequencia de passos intermediários em direção aos Objetivos Finais, descritos para cada faixa etária, cobrindo todas as áreas de desenvolvimento.

Objetivos finais – descrevem, em cada área de desenvolvimento, as condutas que os jovens podem aspirar ter alcançado, no momento de sua saída do Movimento Escoteiro, por volta dos 20 anos. Os objetivos finais foram definidos com base no projeto educativo do Movimento Escoteiro e tornam concreto o perfil de saída enunciado no projeto.

Ordem da Flor de Lis - instituição da União dos Escoteiros do Brasil que tem como objetivo arrecadar recursos para aplicação em causas relevantes do Movimento, e cuja adesão pode ser em diferentes graus.

Participação voluntária - elemento indispensável do Movimento Escoteiro, em que a adesão e participação é totalmente voluntária. Para os adultos esta participação se formaliza pela assinatura de um acordo de trabalho voluntário, que define as responsabilidades das partes.

Passagem de Ramo - cerimônia que marca a transferência de um membro juvenil de um Ramo para o seguinte, e que possui características específicas para cada Ramo. Deve ser a conclusão de um processo de transição, e basicamente se constitui em uma despedida, por um lado, e uma recepção fraterna, de outro.

Patrulha – nas Tropa dos Ramos Escoteiro e Sênior , forma de organização e aprendizagem por meio da qual jovens amigos integram com liberdade e ânimo permanente um pequeno grupo com identidade própria, com a intenção de desfrutar sua amizade, apoiar-se mutuamente no desenvolvimento pessoal, se comprometer com um projeto comum e interagir com outros grupos similares.

Período introdutório – processo de duração variável que se inicia no momento do ingresso de um jovem em uma Seção e que termina com a Cerimônia de Integração, a entrega do distintivo da etapa correspondente de sua progressão e, se for o caso, da Cerimônia de Promessa. Neste período o jovem se integra à Seção e se familiariza com o ambiente e sistema de competências e atividades. Política Nacional de Adultos no Movimento Escoteiro - documento que contém orientações sobre os processos de gestão de adultos, destacando-se a captação, desempenho na tarefa e decisões para o futuro.

Princípios do Movimento Escoteiro – marco referencial de valores essenciais do Movimento Escoteiro que constituem seu ideário e são a base de sua proposta. Estão ordenados em três grupos que consideram a relação do homem com Deus, com os demais e consigo mesmo.

Programa de Educativo – é o conjunto de atividades e vivências que são oferecidos aos membros juvenis no Movimento Escoteiro, colocado em prática por meio do Método Escoteiro e fundamentado nos Princípios. Deve atender à ênfase educativa e os interesses dos membros juvenis em cada Ramo, mantendo-se atualizado, relevante e interessante. O programa é adaptado para as diferentes circunstâncias onde é aplicado, conforme época e local.

Progressão pessoal – avanço dos jovens na conquista progressiva de competências. A progressão pessoal é observada e acompanhada constantemente e, periodicamente, membros juvenis e escotistas chegam a um acordo sobre as atividades realizadas.

Projeto – no programa de atividades, um projeto é um conjunto de atividades que compreende uma iniciativa de dimensão maior, geralmente de longa duração, no qual os jovens assumem diferentes atividades que se complementam entre si para a conquista de um objetivo comum.

Projeto educativo do Movimento Escoteiro – declaração sobre a natureza, os princípios e o método do Movimento Escoteiro, formulada para jovens e adultos. Para os escoteiros, os valores que propõe se expressam na Lei Escoteira.

Promessa – elemento fundamental do Método Escoteiro que consiste num compromisso livre e voluntário, ante si mesmo e os demais, para amar a Deus, servir ao seu país, trabalhar pela paz e viver a Lei Escoteira.

Propósito do Movimento Escoteiro – objetivo central do Movimento Escoteiro, que consiste no desenvolvimento integral e na educação permanente dos jovens para que sejam pessoas autônomas, solidárias, responsáveis e comprometidas, participes na construção de um mundo melhor.

Radioescotismo - atividade de radioamadorismo desenvolvida por membros do movimento escoteiro, conciliando os interesses de ambas as atividades.

Ramos – divisão que compreende todos os sócios beneficiários, com idades correspondentes a uma mesma fase de desenvolvimento, as estruturas a que eles pertencem, ou que os apoiam e os adultos que os servem, em todos os níveis. Se diferenciam com nomes diferentes o Ramo Lobinho (6,5 a 10 anos), o Ramo Escoteiro (11 a 14 anos), Ramo Sênior (15 a 17 anos) e Ramo Pioneiro (18 a 21 anos).

Regulamento de Grupo Escoteiro - documento aprovado pela Assembleia de Grupo, que contém todas as orientações e regras para funcionamento da UEL.

Seções – divisão com uma quantidade máxima de membros juvenis de um determinado Ramo, com organização e equipe de escotistas própria. Recebem denominações ligadas ao Marco Simbólico de cada Ramo, e são: Ramo Lobinho - Alcateia (com máximo de 24 crianças), Ramo Escoteiro - Tropa (com no máximo 32 adolescentes), Ramos Sênior - Tropa (com no máximo 24 adolescentes) e Ramo Pioneiro - Clã (sem um número máximo de jovens).

Serviço – como princípio do Movimento Escoteiro, é um valor, pois convida o jovem a assumir uma atitude solidária ante a comunidade. Como elemento do método escoteiro, a aprendizagem por meio do serviço é promovida como forma de exploração da realidade, de autoconhecimento e construção da autoimagem, de descoberta de outras dimensões culturais e sociais e de estímulo a iniciativas de mudança e transformação da vida em comum.

SIGUE - sigla para Sistema de Gerenciamento de Unidade Escoteira, que se constitui num software institucional, online, que administra todas as operações da organização escoteira, inclusive Ficha Individual, inscrição em eventos e cadastro de atividades. O acesso pode ser pelo SIGUE Administrativo, destinado às direções das Unidades, ou pelo Meu SIGUE, destinado ao acesso individual.

Sistema de equipes – elemento componente do Método Escoteiro que promove o “senso de pertencer” a pequenos grupos de jovens de idades similares, como forma de acelerar a sociabilizarão, facilitar a identificação com objetivos comuns, ensinar a estabelecer vínculos profundos com outras pessoas, estimular a progressiva aceitação de responsabilidades, promover a autoconfiança e criar um espaço privilegiado para que o jovem cresça e se desenvolva.

Sistema de patrulhas – é a aplicação do sistema de equipes nos Ramos Escoteiro e Sênior, que se constrói sobre a base de um dos dinamismos essenciais dos jovens: o grupo informal de amigos. O sistema de patrulhas, ao organizar o grupo informal de amigos, o transforma em comunidade de aprendizagem.

Submonitor – um jovem, eleito diretamente por seus companheiros de patrulha ou indicado pelo seu Monitor, que tem como tarefa primordial colaborar com o Monitor em suas responsabilidades de coordenação.

Unidade Escoteira Local - é o órgão onde se reúnem os membros juvenis para a prática do Movimento Escoteiro. Pode ser uma Seção Escoteira Autônoma ou um Grupo Escoteiro que congrega várias Seções. Em cada caso existe uma estrutura específica.

Valores – conceitos internalizados pelas pessoas como códigos de vida, que orientam suas condutas, e que, no conjunto, formam as normas morais de uma sociedade. Os valores escoteiros estão contidos na Lei Escoteira proposta aos membros juvenis e adultos..

Vida em contato com a natureza – é um pressuposto do Movimento Escoteiro e, ao mesmo tempo, um elemento do método escoteiro. No primeiro caso, é um convite a crianças, adolescentes e jovens a incorporarem a vida ao ar livre ao seu estilo de vida pessoal, se comprometendo a contribuir com a preservação, manutenção e renovação do mundo natural. Também é considerada pelo Método Escoteiro como um elemento formativo que permite aos jovens descobrir o mundo, desenvolver seu corpo, exercer espontaneamente sua liberdade, desabrochar suas atitudes criativas, maravilhar-se ante a ordem da Criação e obter outros benefícios educativos dificilmente atingíveis por outros meios.

Godofredo Vidal


        Godofredo Vidal        



Major-Brigadeiro Godofredo Vidal 
    Desde muito jovem nossa família se reunia num almoço no dia 21 de julho para comemorar o aniversário de Tia Nadia, irmã do "Godô", como era tratado o Godofredo no ambiente familiar. Recordo-me perfeitamente da união dos irmãos num clima prazeroso e amigo. O apartamento pertencera ao General Alfredo Vidal, pai dos nove filhos, e ficava na esquina da Rua Bolívar com  a  a Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Todos as varões da família seguiram a carreira militar no Exército Brasileiro. Até hoje correspondo-me regularmente com o Germano (1) (81), filho do Godô e a minha prima Georgette (87) sobrinha do Godofredo. Encontrei-o duas ou três vezes, quando ia a sede da UEB no centro do Rio de Janeiro.
     
    No dia 28 de abril de 1938, o então Major Aviador Godofredo Vidal, o Tenente-Coronel Aviador Vasco Alves Secco e o 1º Sargento Telegrafista da Aeronáutica Jayme Janeiro Rodrigues, na época servindo no 5º Regimento de Aviação do Exército, atual CINDACTA II, em Curitiba, oficializaram à União dos Escoteiros do Brasil a criação da primeira Associação de Escoteiros do Ar em todo o mundo – Associação de  Escoteiros do Ar Tenente Ricardo Kirk.

   Três anos mais tarde, com a criação do Ministério da Aeronáutica em 20 de janeiro de 1941 reunindo a Aviação Militar do Exército e a Aviação Naval da Marinha de Guerra, foi proposto a 19 de abril de 1944, a criação da Federação Brasileira de Escoteiros do Ar, a qual congregaria todos as Associações Escoteiras que desenvolviam essa modalidade. Na época eram muito poucas, restringindo-se aos Estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

   Foi tamanha a expansão registrada por essa nova modalidade que, em 26 de julho de 1951, o Brigadeiro Nero Moura, então Ministro da Aeronáutica, reconhecendo seus valiosos objetivos entre eles o de incentivar o interesse dos jovens pela aeronáutica, que determinou que todas as unidades da Força Aérea Brasileira dessem total apoio às Associações de Escoteiros do Ar (2), o que acontece até os dias presentes.
O fundador do Escotismo do Ar, Major Aviador Godofredo Vidal, nasceu em 3 de outubro de 1894 no Rio de Janeiro (3). Seu avô, Engenheiro José Maria Vidal, combateu na Guerra do Paraguai e seu pai, o General Alfredo Vidal, foi o fundador do Serviço Geográfico do Exército, no bairro de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro, tendo sido ainda o introdutor do processo estereofotogramétrico no Brasil.

“Apoiado pelo saudoso General Bento Ribeiro, Prefeito da Capital Federal e depois Chefe do Estado Maior do Exército, bem como pelo General Vespasiano de Albuquerque, Ministro da Guerra, o Major Alfredo Vidal foi se instalar no velho Forte da Conceição, onde até 1917 se alojavam os contingentes de voluntários vindos do Norte, com destino aos corpos das regiões militares do Sul do Brasil
Nessa ocasião o Major Alfredo Vidal, animado com a experiência que já havido feita na Prefeitura do Distrito Federal, sob sua orientação, achou conveniente trazer para o Brasil um grupo de técnicos do Instituto Geográfico Militar de Viena.. A derrocada da Áustria, no final da primeira grande guerra, tornou possível essa providência, com a qual inauguramos uma nova fase de nossas atividades cartográficas.
Foi então criado o Serviço Geográfico Militar, a título de experiência, no Morro da Conceição. Em 1921 esse Serviço era um lugar de intensa e útil atividade. Preparavam-se ali muitos de nossos camaradas, jovens oficiais de todas as armas, para o levantamento da Carta do Distrito Federal. Essa carta foi de fato iniciada nesse ano e terminada em 1922.” (4) 
Como primogênito dos nove filhos (Godofredo, Euglena, Nadia, Glorinha, Helena, Edmundo, Alfredinho, Celina e Jorginho) do casal Alfredo Vidal e Izabel de Paiva Rio Vidal. (5)
Após cursar o Colégio Militar, no Rio de Janeiro, foi mandado pelos pais para estudar Engenharia na Suíça, onde se dedicou por dois anos a estudos e fez estágios em fábricas européias. Retornando ao Brasil durante a Primeira Guerra Mundial, matriculou-se na Escola Militar do Realengo, da qual saiu em 1921 como Aspirante à Oficial da Arma da Cavalaria. Com o entusiasmo da mocidade, dedicou-se ao pólo nos primeiros ensaios do Órgão Desportivo do Exército, integrando inclusive, a equipe brasileira desse nobre esporte quando em visita ao Chile.
   Nos devaneios dos sonhos de novas conquistas, matriculou-se na segunda turma do Curso de Pilotos Observadores da antiga Aviação Militar, então recém criada.
Em 1927, concluiu o curso de piloto realizado na Escola de Aviação Militar, conquistando o brevê de aviador.
Em 1928, foi nomeado instrutor da Escola de Aviação Militar por indicação da Missão Militar Francesa.  
    Em 1931 (6), juntamente com o então Capitão Archimedes Cordeiro e o Primeiro Tenente Francisco de Assis Corrêa de Mello, partiu em vôo de confraternização pelas Américas, em um monomotor bombardeiro Amiot, de fabricação francesa, batizado como "Duque de Caxias". Este avião era um enorme bi-plano com entelagem de lona e carlinga descoberta, constituindo-se um desafio à coragem de seus tripulantes. A fatalidade fez com que um defeito mecânico obrigasse a realização de uma aterrissagem forçada entre as cidades de Guaiaquil e Quito, em plena Cordilheira dos Andes. Os tripulantes permaneceram sem contato com a civilização durante três dias até serem socorridos pelos nativos. O Primeiro Tenente Francisco de Assis Corrêa de Mello foi o mais ferido, tendo sofrido extensas fraturas e queimaduras.


          Avião "Duque de Caxias", modelo Amiot 122bp3++, fabricação francesa. (7)             

   Enquanto se convalescia dos ferimentos do acidente com o "Duque de Caxias", o Coronel Aviador Godofredo Vidal matriculou-se no curso livre de pintura da Escola de Belas Artes, tendo pintado na época vários quadros. Incapaz para o vôo durante o seu longo tratamento, dedicou-se ao magistério secundário, sendo professor do Instituto Lafayette na Tijuca e do Colégio Anglo Americano na Praia de Botafogo, ambos no Rio de Janeiro. Dominava com perfeição vários idiomas, falando corretamente alemão, francês, espanhol e inglês, e por isso tinha situação privilegiada entre os seus pares.

   O Coronel Aviador Godofredo Vidal foi também um dos pioneiros do Correio Aéreo Militar, voando com todos os abnegados precursores pelo sistema "Arco e Flecha", na devassa patriótica dos nossos rincões, com os olhos presos às curvas dos rios, aos acidentes planimétricos e, até mesmo, aos dísticos dos telhados das estações das estradas de ferro, como pontos de orientação das rotas de vôo.

   Em 1934 fundou e organizou o Serviço Meteorológico Militar, instalando-o no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Por seus dotes de cultura e sociabilidade foi indicado para representar o Brasil nos seguintes conclaves internacionais: III Conferência Sul Americana de Meteorologia em 1936 no Rio de Janeiro Conferência Sul Americana de Radiocomunicações também em 1936 no Rio de Janeiro e a Conferência Interamericana de Aviação em Lima, no Peru, em 1937..

   Em 1941 sofreu um grave acidente aviatório escapando milagrosamente com os demais tripulantes. Foi durante um vôo noturno juntamente com o então Tenente Coronel Carlos P. Brasil e o Capitão Rosemiro Menezes. Ao se aproximar do Campo dos Afonsos, na altura de Honório Gurgel, o avião perdeu a hélice, mas conseguiu chegar à cabeceira da pista, que estava às escuras. Com incrível perícia, o piloto, o Capitão Rosemiro Menezes fez a aterrissagem onde todos os tripulantes sobreviveram apesar do avião ficar praticamente destruído. As estatísticas diziam que as chances de sobreviver a um acidente desses era de uma em mil. Por ironia do destino, três meses depois o Capitão Rosemiro morreu de malária, da qual falece um em cada mil doentes...
   Em 1942, o Coronel Aviador Godofredo Vidal cursou a Escola do Estado-Maior do Exército, dela saindo para integrar o quadro de instrutores da Escola de Guerra Naval, vindo posteriormente a colaborar para a criação da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, da qual foi o primeiro Subdiretor de Ensino. Nos Estados Unidos cursou a Escola Superior de Tática Aérea, em Orlando na Flórida, realizando estágios de instrução na Aviação Naval Americana e na Força Aérea dos Fuzileiros Navais.

   Ainda durante a II Guerra Mundial participou do patrulhamento aéreo do Atlântico Sul visitou as principais bases aéreas dos Estados-Unidos na Comitiva do Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, o Brigadeiro Trompowski e dirigiu o Curso de Defesa Passiva da Legião Brasileira de Assistência, realizando memoráveis conferências.

   Em 1948, no posto de Coronel, Godofredo Vidal transferiu-se para a reserva, sendo posteriormente promovido à Brigadeiro e Major-Brigadeiro do Ar.


Chefe Godofredo Vidal com Pioneiros em Santos/SP. (8) 




   Foi ele também o criador da Semana da Asa através da Comissão de Turismo Aéreo do Touring Clube do Brasil, a qual presidiu por muitos anos. Dedicou-se às radiocomunicações como amador com o indicativo PY-1-AT e participou da direção da entidade Nacional que rege o radioamadorismo, a LABRE.
   Na reserva não parou a sua incansável atividade, dedicando-se aos estudos de Geografia e História, escrevendo artigos e monografias e realizando conferências no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Entre seus trabalhos destacam-se os seguintes: "Próceres da Independência da América", "Estudos de Geopolítica", "Batalhas Aeronavais da Última Guerra", e a tradução do original italiano da obra clássica de Douhet, "O Domínio do Ar".
   Exerceu a Vice-Presidência do Instituto de Geografia e História Militar, onde ocupou a cadeira 13, patrocinada por Bartolomeu Lourenço de Gusmão, de quem fez interessante estudo biográfico, ainda inédito. Integrou também os quadros dirigentes do Instituto Brasileiro de Geopolítica. Foi membro correspondente da Sociedade de Geografia de Lima (Peru) e do Instituto Geográfico Histórico da Bahia. Pertenceu também à Academia Valenciana de Letras.
Dirigiu o Museu Santos Dumont de Petrópolis, instalando-o na casa onde Santos Dumont residira e dera mostras do seu genial talento, inclusive como arquiteto e construtor.
  
Faleceu após curta doença, no dia 8 de dezembro de 1958, deixando viúva D. Beatriz Seidl Vidal (prima do Chefe Raul Tinoco Seidl, os dois filhos Tenente Coronel de Artilharia do Exército Germano Seidl Vidal, herói da Segunda Guerra Mundial e o Senhor Hélio Carlos Seidl Vidal.

COMO EU LEVO A VIDA

Eu levo a vida no maior desleixo:
Quanto mais sofro mais ainda canto
Não suplico - não choro- não me queixo.

Que importa que ela amargue e doa tanto?
Que adianta blafesmar porque há pesares?
Mais vale neles - procurar encanto!

Amo a flor, amo a lua, o sol e os ares,
Amo a ti - tudo mais rolar eu deixo
E assim, sem ambições particulares,

Eu levo a vida no maior desleixo . . .

                                 Godofredo Vidal

   
Referências Bibliográficas
(2) Somente com a implantação do P.O.R. em 1961 é que as "Associações Escoteiras" passaram a ser denominadas "Grupos Escoteiros".
(3) A esposa da irmã de Godofredo, Nadia era casada com o irmão caçula de minha avó paterna, George Carlos Mallemont. Em conversa com sua avó Elza, a neta mais velha Georgette Mallemont  teria lhe confidenciado que, por causa dos dois anos passados na Suíça, Godofredo teria perdido a possibilidade de ingressar na a Escola Militar do Realengo. A solução seria uma nova Certidão de Nascimento que o rejuvenescesse um ano. Como o General Alfredo Vidal, seu pai, tinha servido recentemente em Bagé, no Rio Grande do Sul, conseguiu no Cartório dessa cidade, uma nova data que fez com que Godofredo não só rejuvenescesse um ano, mas também mudasse de naturalidade, passando de Carioca (de fato) para Gaúcho (por conveniência).
(4) http://www.feth.ggf.br/SERVIGEOEX.htm em 06/11/2007 às 16,04 horas.
(5) VIDAL, Germano Seidl. Ídolo sem platéia, Rio de Janeiro, Germano Seidl Vidal, 1995.
(6) Em 11 de setembro de 1931, uma aeronave Amiot 122 tripulada pelo Capitão Arquimedes Cordeiro, 1º Tenente Francisco de Assis Corrêa de Mello e 1º Tenente Godofredo Vidal, decola do Rio de Janeiro, iniciando um ride pelas capitais da América do Sul. Da capital gaúcha rumou para Assunção, Montevidéu, Buenos Aires, atravessou a Cordilheira dos Andes até Santiago, seguiu para La Paz e Lima. Ao passar por Arica, no Chile, O Tenente Mello não pode prosseguir devido a problemas de saúde. Em La Paz, o Tenente Orsini de Araújo Coriolano integra a equipagem. A 4 de novembro, decola de Lima, mas não consegue chegar a Quito; um defeito no leme de direção obriga a um pouso de emergência a 100 quilômetros da capital do Equador, ocorrendo somente a perda total da aeronave.
(7) Amiot 122 BP3 – Aeronave empregada em missões de bombardeio, biplano, três tripulantes, equipada com motor Lorraine 18KD de 650 hp, velocidade máxima de 205 km/h, tempo de 29min50seg para subir a 15.000 pés, teto de serviço de 19.000 pés, alcance de 1.000 km. Podia ser armada com 2 metralhadoras Vickers .30 no capô sincronizada com a hélice, 2 Lewis 7,7 mm, geminadas, móveis, na nacele traseira, e outra ventral, e levar 800 kg de bombas.. Foram utilizadas no período de 1931 a 1936. às 18,00 horas de 06/16/07 http://www.reservaer.com.br/galeriahonra/aviacaomilitar/(22)potez25toe.html 
(8) Revista "Alerta!", Editora Escoteira da UEB, nº 67, Maio /Junho 1957, página 2.
                                                                                                                             por Moacyr Mallemont Rebello Filho

Grande Jogo RJ

por Mauricio Moutinho

Grande Jogo da Cidade do Rio de Janeiro



1980 - Abril - Grande Jogo da Cidade do Rio de Janeiro











1981 - Grande Jogo da Cidade do Rio de Janeiro
Semana do Escoteiro - RJ













1982 - 


1983 - 23/04 Grande Jogo da Cidade do Rio de Janeiro
Semana do Escoteiro – Campo de Santana - RJ





1984 - 22/04 - Grande Jogo da Cidade do Rio de Janeiro 
Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ









1985 - 15/04 - Praça Baden Powell com 600 participantes
1986 - Niterói - RJ
1987 - 26/04 com 1500 participantes
1988 - Novembro - Grande Jogo da Cidade - Niterói - RJ
1989 -

Grande Jogo Regional - Rio de Janeiro



1990 - 17/06 Grande Jogo Regional 
"80 do Escotismo no Brasil" Aterro do Flamengo - RJ 207 patrulhas 1300 participantes








1991 - 21/04 Grande Jogo Regional
"50 Anos sem B-P" Aterro do Flamengo - RJ









1992 - Não houve 


1993 - 18/04 Grande Jogo Regional
(Somente Ramo Escoteiro) Ilha de Paqueta - RJ, 47 patrulhas 300 participantes





1994 - Não houve
1995 - 23/04 Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 54 GE 1374 participantes


1996 - 21/04 Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 58 GE 1374 participantes e a primeira participação de 65 Pioneiros








1997 - 27/04 "Uma Visão Mais Ampla" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 48 GE e 1 Distrito Bandeirante 1400 participantes, 15 Clãs 96 pioneiros e 8 Mestres Pioneiro.







1998 - 26/04 "É Tempo de Crescer" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ. 47 GE 1485 participantes.





1999 - 25/04 "Cumprindo a Missão" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, 62 GE 2540 participantes pela 1º vez a participação de Lobinhos (agora sim os 4 ramos).

2000 - 25/04 "90 Anos de Escotismo no Brasil" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ 66 GE 2724 participantes





2001 - 22/04 "Ano do Voluntariado" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, 66 GE 2738 participantes




2002 - 21/04 " Escotismo em Ação" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, 67 GE 2738 participantes







2003 - 27/04 "Por um Mundo Melhor" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, 78 GE 1 DB 2926 participantes




2004 - 18/04 "Escoteiros Construindo a Paz" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, participação de 749 Lobinhos, 1068 Escoteiros, 582 Sênior, 148 Pioneiro e 701 Escotista.


2005 - 17/04 "Escotismo e Ciência - Criando Boas Ideias" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 77 GE, 621 Lobinhos, 977 Escoteiros, 483 Sênior, 159 Pioneiro e 619 Escotista.




2006 - 09/04 "Rumo ao Centenário" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 67 GE, 507 Lobinhos, 771 Escoteiros, 468 Sênior, 139 Pioneiro e 493 Escotista.



2007 - 15/04 "Escotismo: 100 Anos Educando para a Paz" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 71 GE, 626 Lobinhos, 790 Escoteiros, 441 Sênior, 151 Pioneiro e 604 Escotista.



2008 - 27/04 "Ano Internacional do Planeta Terra" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 64 GE, 526 Lobinhos, 724 Escoteiros, 324 Sênior, 175 Pioneiro e 573 Escotista.





2009 - 26/04 "Rumo ao Centenário" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ, 71 GE. 615 Lobinhos, 846 Escoteiros, 416 Sênior, 183 Pioneiro e 628 Escotista.




2010 - 13/06 "100 Anos Educando para a Cidadania" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ





2011 - 16/05 "Simplesmente Escotismo" Quinta da Boa Vista - RJ, 2084 participantes.





2012 - 20/05 "Muitas Origens; Um Só País" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ





2013 - 19/05 "Água: o Mundo que Queremos" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ, mais de 3000 participantes.





2014 - 27/04 "Terra: Construindo o Mundo que Queremos" Monumento aos Mortos Pq. Flamengo-RJ





2015 - 17/05 "Rio 450 Anos" Monumento aos Mortos Pq. do Flamengo - RJ






2016 - 22/05 "Na Terra do Olimpo" Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ







2017 - 07/05 - Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ












2018 - 06/05 - Cidade da Criança Pq. do Flamengo - RJ.
  















2019 - 26/05 - Aterro do Flamengo
3433 participantes de 95 GE's
















2020 - 24/05 -
CANCELADO 















2021 - 26/09 -