Luiz Carlos Gabriel

Chefe Luiz Carlos Gabriel - Acervo



Vida Escoteira desde 1947


Ingressou no Movimento Escoteiro em 18 abril de 1947 como Lobinho, na Associação de Escoteiros São Paulo, passando para a Tropa Escoteira em 1951. Em 1952 e 1953 se transferiu para São Vicente, SP, participando da Associação de Escoteiros do Mar Tumiaru, para depois voltar ao Grupo de origem. Em 1954 participou do Acampamento Internacional de Patrulhas e veio a se tornar Escoteiro de Pátria no ano seguinte. Em 1956 tornou-se Pioneiro do Clã Baden-Powell, participou do 1º Rover Moot em Poços de Caldas, MG e se tornou Assistente e, depois, Chefe de Alcateia do Grupo Escoteiro São Paulo. Em 1958 veio a ser fundador do GE Umuarama e em 1960 se tornou Chefe de Tropa Sênior experimental. Em 1979, foi nomeado Chefe de Grupo do GE Umuarama e em 1999 Diretor de  Atualmente é dirigente no 1º GE São Paulo

Iniciou sua formação como adulto no Movimento Escoteiro em 1956 no Curso Informativo para Escotistas. Em 1957 fez o Curso Básico para Chefes de Lobinhos e o Curso Avançado para o mesmo Ramo em 1958, recebendo sua Insígnia de Madeira no ano 1960 Fez um Curso Adestrando a Equipe de Adestramento em 1960 e outro em 1968 na Bolívia. Em 1962 participou como aluno do Curso Avançado para o Ramo Escoteiro, recebendo sua segunda IM em 1963. No mesmo ano, fez o Curso para Profissionais Shiff Scout Reservation em Nova Jérsei, Estados Unidos. Em 1964 se tornou Assistente de Akela-Líder, em 1967 fez o Curso de Insígnia de Madeira do Ramo Pioneiro, recebendo sua IM em 1969. Em 1973 se tornou Diretor de Curso Avançado para o Ramo Lobinho (Akela-Líder). Na criação do Curso de Interpretação do Livro da Jângal, deu assistência a Akela-Líder Carmem Pfister. Dirigiu o primeiro Curso realizado do Campo Escola do Jaraguá, na Região de São Paulo.

Foi Coordenador do Programa de Integração dos membros da Federação Brasileira de Escoteiros do Ar na União dos Escoteiros do Brasil em 1957, Diretor do Campo Escola Fernando Costa no Horto Florestal de São Paulo em 1962, Representante da Região de São Paulo no Convênio Escotismo Escolar entre a UEB e a Secretaria da Educação entre l963 e 1965, Coordenador de atividade de Escoteiros Intérpretes em conjunto com a Guarda Civil de São Paulo entre 1961a 1964, Assistente Regional do Ramo de Lobinho de 1975 a 1979, Coordenador Regional de Rally na Capital em 1979 e Representante do Brasil no Seminário Interamericano de Desenvolvimento de Comunidades em Assunção, no Paraguai em 1975, além de várias vezes delegado da Região Escoteira de São Paulo junto ao Conselho Nacional da UEB.

Coordenou os Seniores na visita de Lady Baden-Powell a São Paulo, foi Comissário dos 1º, 5º e 7º Distritos Escoteiros no estado e também coordenou as atividades de seniores durante os Jogos Pan-americanos em 1963. Representou a Região de São Paulo no litígio entre entidades comunitárias sobre questões de Escotismo em Rancharia, SP, coordenou o 1º Fórum Regional de Escotistas de Alcateia. Foi Chefe de Tropa da Delegação Paulista ao Jamboree Pan-americano no Rio de Janeiro em 1965 e membro da Equipe de Implantação do Campo Escola do Jaraguá. Em 1975 foi nomeado Assistente Geral do Comissário Regional e ainda foi Presidente da primeira Comissão de Ética da Região de São Paulo.

Pela União dos Escoteiros do Brasil recebeu a Medalha de Gratidão grau Ouro, a Cruz de São Jorge, a Medalha Tiradentes, a Medalha de Gratidão da Federação Brasileira de Escoteiros do Ar e a Medalha de Bons Serviços grau Ouro Medalha Lobo Guara Velho Lobo e Tapir de Prata. Ainda, recebeu a Medalha da Associação de Escuteiros de Portugal, a Insígnia de “Gratitud” dos Escoteiros do México e é Membro Honorário da Agrupación de Scouts Navales Nanawa em Assunção, no Paraguai e Membro de Honor del Circulo de Scouts de Bolivia.

Escutem o que o Ch. Luiz Carlos Gabriel tem a nos dizer no YouTube


Entrevista realizada por Fernando Borges de Moraes - Clique aqui

Entrevista realizada por Fernando Borges de Moraes, coordenador de Gestão de Adultos da Região do Amazonas, com o Chefe Luiz Carlos Gabriel, voluntário com mais de 70 anos de Escotismo, o qual recebeu Lady Olave Baden-Powell em visita ao Brasil em 1959. A entrevista foi  realizada e publicada por ocasião do 1o Curso Avançado em EaD do Brasil, Manaus - AM, 14/05/2020.


Ch. Gabriel falando sobre "Insígnia de Madeira"  Clique aqui 


Ch. Gabriel (Trecho): Abertura Curso Intermediário AM 2020 Clique aqui

Ch. Gabriel “O Método Escoteiro é imutável” em 26/11/2020 Clique aqui


Ch. Gabriel "Por que os jovens de hoje precisam de escotismo?" 26/11/2020 Clique aqui


Ch. Gabriel "O Adulto no ME e recursos didáticos" 26/11/2020 Clique Aqui





Aí vai o que penso. O que sinto por Ch. Luiz Carlos Gabriel


“Tenho notado que não muitas, mas algumas pessoas no escotismo tem uma postura de que "como isso tudo aconteceu sem minha participação”.

O escotismo em São Paulo foi plasmado por homens e mulheres que muito conheciam do sistema educacional criado pelo gênio BP.

O escotismo paulista passou por muitas situações do mesmo modo que as condições socioeconômicas oscilaram.

Mas... Ele foi vitorioso. Esses bravos tinham por meta SERVIR AO ESCOTISMO não servir-se do escotismo e com enorme dificuldade legaram o que aí está.

É BOM RECORDAR QUE: O Esquema de formação IM foi implantado em 1949 em São Paulo, tendo à frente dirigentes do escotismo paulista (Orestes Pero, José Spina, João Mós, Eugen Pfister, apoio de Jurucey Aguiar e foi dirigido por Salvador Beltran).

O primeiro evento de caráter internacional no país foi o Acampamento Internacional de Patrulha em 1954  e uma serie de iniciativas levadas a efeito em nosso estado. Também fomos o primeiro estado da federação a ter serviço profissional.

Tivemos nosso primeiro Campo Escola no Horto Florestal que serviu de palco para ações escoteiras muito importantes. (tive o privilégio de ser o último diretor antes da mudança para o Jaraguá)

O Primeiro Curso IM lobinhos foi em São Paulo e o de IM Pioneiros também.

Fomos também a primeira Região a ter sede própria (salas da Av. Paulista) trabalho do escotista Ney de Araripe Sucupira.

Só para lembrar, (enquanto o alemão não me pega), tivemos presidentes regionais: Dr. Mathias Otávio de Roxo Nobre introdutor do tratamento por meio da radioterapia, Cel. Pedro Dias de Campos, comandante geral da Força Pública, Dr. Eduardo Salvatore empresário de brilhante advogado, Dr. Trajano Pupo Neto presidente da Anderson Clayton, Comandante Omar Fontana presidente da Sadia, Eng. Pedro Arquitas Pessoa presidente da GM.

Não será nunca esquecido nosso querido Carlos Alberto Guimarães Batistti que juntamente com Marco Aurelio de Melo Castrianni, nos legaram uma sede própria em pleno coração da capital.
 
Falando de escotistas não se pode esquecer-se de Arnaldo Machado Florence, Orestes Pero, José Spina, Adelk Bistão, Ernezito de Mello, Pedro Colucci, George De Baeere, Toby Shellard, Sauro Joé Bartolomei, Rioso Osoegawa Walter de Castro Schlither, Klaus Peter Igersheimer,  Padre Danilo Oliveira Ohn. Antônio Lira Caninana, Arnaldo Silva em Santos, Rodolfo Malampré, Rodolfo Melman em Mogi das Cruzes, Orlando Diamantino,  Rene Normandia Moreira em Rio Claro, Ademar Roweder em Campinas, Martin Oscar Muler São Paulo, Paulo, Arruda Botelho,  Pedro Antonio Federsoni, Benjamin Herrys Hunnicut, Major João Vicente Rui Barbosa, Dr. Shizuo Hosoe,  Luiza Hosoe, Maria Izabel Oliveira,  Evaldo Fisher,  João de Oliveira Junior, Eugen Emil Pfister, CARMEM SIMÕES PFISTER, Sara Soares de Camargo Penteado, Jairo Martins em São Caetano, Manuel Fernando Queiros dos Santos, Tomoo Ikeda, Dr. Domingos Bagio ( Clã na USP aonde foi professor) Luzo Manoel Montenegro Pimentel,  Ilza Lisboa do Nascimento, Terezinha Jardim, Kaol Sugimoto, Astrogildo dos Santos Sobrinho,  Frei Anselmo Vilar de Carvalho, Padre Domingos Tonini, Monsenhor Francisco Bastos (em 1923 já apoiava  o escotismo), Rev. Pastor Presbiteriano Rubens Pires do Amaral Osório, Grão Rabino Fritz Pinkus, Padre Pedro Batistella, Aparecido Lopes de Castro,  Walter Dhome,  Armando Nacarato. Ruy Teixeira Mendes, José Carlos de Macedo Soares, Gilberto Correia Neves,  Osório Henrique Furlan, Avelino Ribeiro, Jurucey Pucu de Aguiar, Luiz Beltran Ruano, Antônio Augusto Lopes Pedro, Bruno Benetti, Peteri  Osvald Lavans, Irmão Romão, Eiji Pedro Denda, Lorival Pereira, Aurélio Guasco, Milton José Ribeiro da Silva Padre Leopoldo Van Liempt, Mario Brasil Espósito Douglas Arcuri, Dr. Gastão Pinatel, Dr. José Roberto Vasconcelos, Joachim Cohn, Rodolfo Rossi, João Mós Mario Sergio Cardim,Rodolfo Rossi,  David Almeida, Marcelo de Almeida Pernambuco, Gastão Lacreta, Izabel Alice Bartolomei, Ruth Morato. Manuel Olímpio Gomes, Padre Olavo Pezotti,  Bruno Turolla, Laercio Pansini dos Santos, Norma Delamo, Pascoal Lembo Paulo de Paula Philbert, Gastão Renout, Anísio Gonçalves Mareco, Gastão Pinatel, Max Asson e seu irmão Alfredo,  Glen Osvald Cole, Emil Farah, Álvaro Gomes Tavares, Carlos Battisti e muitos outros que nos passeios da minha memória serão certamente lembrados.

A eles se deve a continuidade do escotismo que foi praticado sem interferência externas, apenas o que o fundador nos legou. Isso tudo foi possível graças ao desprendimento dessas pessoas tendo em vista as dificuldades de literatura, e meios de comunicação.

Todos recebiam escotismo puro e de certo.

Grande parte desse desenvolvimento foi efetivada na sede regional da Rua Frederico Alvarenga- Éramos felizes e não sabíamos.

Se algo de bom está acontecendo no escotismo paulista devemos a estes precursores que nos legaram uma fundação com alicerces firmes e sólidos totalmente embasados na literatura BÁSICA.

Isso é um pequeno resumo de que o escotismo em São Paulo tem história escrita por pessoas que entendiam que escotismo é um sistema educacional com um MÉTODO PRÓPRIO que é centenário e é aplicado em todos os países livres do mundo.

Tenho certeza que atualmente há pessoas que no seio de seus grupos ou seções estão fazendo escotismo tal qual nos foi legado. São esses heróis os responsáveis pela continuidade do escotismo em nosso Estado

Que sejamos continuadores do bom escotismo.

Adendo para a História


Já tivemos sede:

Rua São Bento, Rua Dona Veridiana, Rua formosa e como UEB Rua Frederico Alvarenga, Rua Capitão Salomão, Av. Brigadeiro Luís Antônio, (dois endereços) Av. Paulista, Maquerobi, Santa Ernestina, Xavier de Toledo.

Assina: Ch. Luiz Carlos Gabriel


14/6/2021 - 110 anos de fundação do Escotismo no Brasil

A pergunta que não quer calar por Ch. Luiz Carlos Gabriel


Qual o real motivo para que determinadas pessoas lutem e se apeguem de uma forma até mesmo indelicada para introduzir mudanças, se não ligeiras, como também radicais.

O que as leva a proceder dessa maneira pode ter um milhão de conclusões podem ser:  Ser sócias de BP, aproveitar a situação de que o escotismo permite, na sua ingenuidade, que qualquer um pode ser transformado em pedagogo de fim de semana .

Ou ainda com a mesma gravidade nunca estudaram em profundidade o que é realmente simples ou seja o “Método Escoteiro”.  Que apesar de seu conteúdo ser de fácil entendimento e aplicação é de uma profundidade pedagógica e embasada em um sistema didático que justificam o seu mais que centenário de aplicação.

Prova de que não há esse entendimento entre algumas pessoas e a força que fazem para infiltrar no escotismo premissas educacionais “modernosas” e ainda sem um passado que as habilite como eficientes ignorando que escotismo É UM SISTEMA EDUCACIONAL COMPLETO.

Essas mesmas pessoas se esquecem ou não querem lembrar, por algum motivo, que o escotismo é um movimento com mais de cem anos de atividade embasado nos princípios educacionais expostos no livro “Escotismo para Rapazes” coadjuvado por “Manual do Lobinho” “Caminho para o Sucesso” e didaticamente enfeixado no “Guia do Chefe Escoteiro” que é o norte a ser caminhado pelos adultos. 

Toda essa literatura é obra de um homem que sentiu na sua própria juventude o que é agradável e contribuía para o seu desenvolvimento.

Ao contrário do que muitos pseudo eruditos, BP não foi exclusivamente um autodidata, ele pesquisou muito com educadores (pode se notar a influência de Froebel na sua obra). O seu espírito de observação e a sua imensa capacidade de entendimento das coisas que o cercavam levou-o a produzir o mais importante conjunto de atividades de desenvolvimento de crianças e jovens aproveitando todas as situações que vão AO encontro dos anseios naturais das idades.

Aos atuais defensores das mudanças lanço o seguinte desafio: Permitir que os Grupos Escoteiros que quiserem, voltem a usar o sistema de provas de classe estruturado na última publicação do POR sobre o assunto, que as Alcateias voltem a usar o sistema de estrela com as mesmas estruturas sobre o assunto contidas no POR. Que os personagens do Jângal voltem a ser somente os descritos nas histórias de Mowgli pois são eles elementos de identificação e exemplo.

Que alguns cursos oferecidos se baseiem APENAS nos manuais originais de Gilwell.

Que seja também autorizado o uso de cópias “xerox” dos livros que estão esgotados e que tenham sidos editados pela UEB em vários momentos.

Que essas mudanças sejam permitidas por um prazo médio de três (3) anos e depois avaliadas quanto à sua eficiência, satisfação dos jovens e por grupo de pessoas isentas de pré-concebi mento.

O resultado desse trabalho, sem dúvida, será de muita importância para o crescimento do escotismo.
Um dos maiores problemas está ocorrendo na formação de adultos. Estão se olvidando que   a existência do escotismo nos dias de hoje se deve unicamente aos sistema de formação gerado em Gilwell que por mais de 100 anos se está qualificando pessoas que são responsáveis pela continuidade do movimento.

Para quem gosta de surfar no assunto educação uma proposta: levante quantos e quais sistemas educacionais surgidos nos últimos 100 cem anos e, que permaneceram ativos e em todos os cantos do planeta como o escotismo o fez.

Se fala com ênfase de novas (que são antigas e superadas) metodologias educacionais a serem aplicadas na formação de escotistas, só que não se para analisar acuradamente que tais conteúdos propostos já estavam previstos usados e testados nos ensinamentos do sistema de formação de adultos.

É importante lembrar que foi o esquema oriundo da fundador instrumentalizado por Gilwell o que manteve o escotismo com toda sua capacidade de aglutinar os jovens de várias etnias, culturas, crenças e fatores econômicos.

Creio firmemente que a continuidade do movimento escoteiro em nível organizacional só irá perdurar se voltarmos a ser apenas um sistema educacional e não uma organização. Mas o consolo é de que mesmo com o desaparecimento ou enfraquecimento das instituições “ditas gestoras” o escotismo permanecerá nos grupos, tropas e alcateia no seu afã muito atual que é o de dar oportunidade de que nossas crianças sejam “crianças”.

Assina: Ch. Luiz Carlos Gabriel



ABE 1915

AIP 1954 

Um comentário:

  1. Muito bom chefe Celso, pelo resgate de uma boa parte da história do escotismo paulista.
    Parabéns chefe Gabriel pela lucidez e desprendimento de registrar esta história.

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